Veiros

História

Veiros, umas das 6 Freguesias do Concelho de Estarreja, tem origens na época romana, cerca do século X. Desde tempos ancestrais que Veiros está ligado à Ria, advindo desta estreita ligação as diversas teorias acerca da sua origem. Uma das origens do topónimo de Veiros parece ser de origem Romana: - Valeriusà – Valeirosà – Vaeeiros - e por fim Veiros.

 

Esta proveniência está relacionada com a proximidade que este antigo povoado tem com a ria e com os esteiros, onde se conta que chegavam peles preciosas que vinham para Portugal da Hungria e da Eslováquia.

 

Ao longo dos séculos Veiros foi sendo conhecida pelas suas esteiras de bunho, pelo seu linho, pelas suas festas e romarias, pela apanha do moliço, pela sua praça de peixe (que se realizava em frente à Igreja Matriz), mas principalmente pela sua Cebola.

 

A Freguesia não é muito rica a nível de património histórico, mas são de realçar as suas capelas e a sua Igreja Paroquial, mas é riquíssima em património ambiental, bem visível nos seus Esteiros e em Lagoas.

Depois de um “apagão” de doze anos provocado pela agregação à freguesia de Beduído decorrente de uma Lei Relvas alicerçada na presença da Troika em Portugal, um grupo de valentes Veirenses foi à luta e conseguiu devolver a Veiros aquilo que foi seu por direito próprio durante 400 anos, a sua autonomia administrativa. Foi o chamado Movimento Juntos por Veiros que coordenou todo o processo que permitiu a Veiros recuperar a sua “independência”, naturalmente com o apoio de todos os Veirenses, e com um entusiamo muito acentuado da nossa comunidade emigrante. Desde o dia 3 de novembro de 2025 que somos novamente donos do nosso próprio destino. Mas agora, há que arregaçar as mangas e provar que o destino pelo qual lutámos, é aquele que melhor defende os interesses de Veiros e dos Veirenses.

Mas Veiros não é só passado. É também futuro. O futuro que passa pelo reforço da nossa Identidade e pela aposta no dinamismo das nossas coletividades. Apostar na requalificação das nossas duas Escolas, dotando-as de boas condições para as nossas crianças e demais colaboradores. A rede viária continuará a ser uma aposta até todos terem acessos dignos às suas habitações. Iniciar o processo de alargamento do nosso cemitério, para que atempadamente prevamos o esgotamento da capacidade atual. O nosso já famoso Passeio em Kayak pelas Ribeiras de Veiros é para continuar. O Dia da Freguesia vai regressar, assim como outras iniciativas que enalteçam os valores desta pequena / grande Terra. Para as mais variadas ações contamos com TODOS os Veirenses, contribuindo assim no desenvolvimento e progresso da nossa Terra.

Andreia de Lurdes Pinho Sousa tavares: DISCURSO TOMADA DE POSSE ORGÃOS
AUTARQUICOS 2025-2029

Exma. Sra. Presidente da Câmara Municipal de Estarreja

Exms. Srs. Vereadores
Exms. Srs. Deputados da Assembleia Municipal
Exm. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Veiros
Exms. Srs. Deputados da Assembleia de Freguesia
Distintos membros das Associações da Freguesia de Veiros
Distintos Veirenses,

Meus senhores e minhas senhoras

Vítor Manuel Pereira Lacerda,
Joaquim de Oliveira Henriques,
Ana Luísa Pereira Lopes,
Andreia de Lurdes Pinho Sousa Tavares,
Vanda Filipa Henriques da Fonseca Pereira,
Armando Sérgio Fonseca Soares,
Maria Helena Tavares Cunha,
Carlos Alberto Guiomar Cerqueira,
Joaquim de Sousa Rodrigues,
Eduardo Emanuel da Silva Ruela,
Maria Ascensão Sousa Oliveira,
Jorge Bernardino da Fonseca Matos,

são estes os nomes que ficarão para sempre ligados à história de Veiros.

Hoje dia 3 de Novembro de 2025 é uma data a recordar pelos vindouros, como o dia em que Veiros se tornou novamente independente. Depois de doze anos de agregação, Veiros é novamente autónoma, rege os seus próprios destinos, trilha o seu próprio caminho.

E permitam-me, porque o dia não é de agradecimentos, mas de grande festa - um caminho que não seria possível sem o empenho, audácia e coragem do Vítor Manuel Pereira Lacerda. Sei que o agora eleito presidente da Junta de Freguesia não quer elogios, nem destaques, mas Vítor, se não fosse o teu empenho, resiliência, espírito de grupo, não estaríamos aqui hoje. Muitos colaboraram, muitos participaram activamente, alguns dos quais estão aqui hoje… como Manuel Almeida, então presidente da Junta de Salreu e agora Vereador, que com um telefonema ao início da noite nos ajudou a ir a uma reunião que permitiu conhecer o caminho a seguir… mas em abono da verdade histórica, foste tu que nos congregastes a todos, num sentimento que era comum a muitos: Veiros.

A seu tempo virão os agradecimentos e as homenagens aos que, mesmo não sendo de Veiros, estiveram na retaguarda e nos deram grande apoio … como o então presidente da União das Freguesias de Beduído e Veiros, José António Marques, que aceitou tudo e deu o corpo às balas neste processo… mas hoje o agradecimento é para ti e para o teu trabalho.

O futuro agora está nas nossas mãos, no nosso trabalho, no nosso empenho. Digo nosso, porque todos temos a responsabilidade de não defraudar as expectivas dos Veirenses, presentes e emigrantes. Temos a obrigação de fazer da nossa terra um lugar de excelência, de qualidade de vida, onde as pessoas são o centro da nossa governação.

E engana-se quem pensa que a Junta de Freguesia não tem um papel relevante. É na Junta de Freguesia que as pessoas têm o primeiro contacto com a máquina do Estado. É à Junta de Freguesia que pedem celeridade no arranjo das vias, na limpeza de valetas, na leitura de uma carta, na ajuda para pagar contas no multibanco.

E são as pequenas coisas que fazem uma Junta de Freguesia grande. E é nessas pequenas coisas que nós somos grandes, espelhados no dinamismo das nossas colectividades, comissões de festas e paróquia. Somos uma freguesia pequena, mas de grandes gentes.

Nesta Assembleia de Freguesia iremos ser exigentes com o executivo agora eleito, mas também com a Câmara Municipal. Não iremos esquecer as promessas eleitorais, o problema viário grave que temos na Estrada do Canedo, a construção da Creche da Filantrópica, as obras nas nossas Escolas Primárias – sim, ainda somos uma freguesia em que as escolas não encerraram – a necessidade de requalificação dos nossos esteiros. Esperamos que estes grandes projectos sejam já contemplados no Orçamento da nova Câmara Municipal para o ano de 2026.

E como de um dia festa se trata, permitam-me recordar Joaquim Lagoeiro, o nosso escritor Veirense, que hoje estará seguramente feliz.

Viva Portugal, Viva Estarreja, Viva a Liberdade e hoje, especialmente, Viva Veiros.